Não sei o que está acontecendo comigo, mas estou sem dormir direito há mais ou menos uns 3 ou 4 dias. E isso está me deixando extremamente irritada. Só a ideia de saber que eu vou chegar naquela escola e praticamente tudo estará da mesma forma, bagunçado como sempre, me dá arrepios. Eu não gosto disso.
Não que eu seja a eterna funcionária do mês. Estou bem longe disso.
Mas eu gostaria de trabalhar em um lugar onde as pessoas realmente se importassem com aquilo que elas fazem. Pessoas que entendessem que educação é coisa séria. Tudo o que eu vejo no meu cotidiano escolar são professores e coordenadores e diretores que vivem querendo enrolar os pais, que não têm a menor consciência daquilo que falam, que não têm estudo, que não estão nem aí. Isso é revoltante. Eu sei que eu, como professora, ainda deixo muito a desejar, mas ver o descaso com que os próprios profissionais tratam a educação é de deixar maluco.
Muitas pessoas me disseram para que eu chutasse o balde, que desse aula de qualquer jeito, que só aparecesse lá para ganhar o meu dinheiro. Como eu queria fazer isso, mas eu não consigo. Eu queria ter o prazer de levantar e ir para o meu emprego, fazer o meu trabalho e voltar para casa. Deixar tudo incompleto me desanima.
Vontade de chorar. De novo.
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Talvez esteja na hora de adotarmos esse tipo de estratégia para fazer com que as pessoas se interessem pela educação:
Trata-se de um calendário sexy que algumas estudantes fizeram na Alemanha, com a intenção de fazer com que as pessoas se interessem pela educação. A frase título "Geist ist geil" (Conhecimento é sexy) caiu muito bem à situação.
Agora, vamos imaginar um desses feito no Brasil.
Medo.
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8 de nov. de 2011
31 de out. de 2011
Onde foi parar a humanização no trabalho?
Especificamente hoje (não que nos outros dias tenha sido diferente) estou me sentindo um lixo. Minha licença acabou e eu deveria voltar hoje, mas me deu um desespero tão grande, que eu não dormi até agora. Tenho sonhado com problemas na escola e com alunos já faz um tempo, agora só me faltava essa - ficar sem dormir. Enfim, resolvi usar uma das raras abonadas que eu ainda tinha e fiquei em casa hoje. Mas, de que adiantou? Amanhã eu terei que estar lá. Disso não há como fugir.
Mas não foi isso que me deixou tão mal.
Recebi uma ligação da coordenadora pedagógica da escola onde leciono como professora de Língua Portuguesa. Ela foi bem seca. "Olá Viviam, eu liguei para saber se você vai voltar ou não, para deixar a outra professora no seu lugar." Respondi que voltaria. "Mas vai sair de novo, né?" Avisei que não tinha conseguido consulta para essa semana, que passaria na semana que vem. Mas tenho certeza que nem os meus diários vão querer me entregar durante essa semana.
Custava ela perguntar se eu estava bem? Assim como muitos professores, eu também tirei licença médica. O meu caso foi um pouquinho pior: eu estava tão no meu limite que a diretora sugeriu que eu me afastasse. Só na escola onde trabalho sei que há mais uns 5 afastados. E o restante surtando. Ninguém se importa com o profissional, eles simplesmente mandam você para a sala de aula como se você fosse um tapa-buraco. E ainda exigem resultados. Que se dane se o professor trabalha 50 horas por semana, ninguém está nem aí com isso.
Falta humanização no trabalho. Esse é um dos motivos pelos quais os professores estão tão estressados. Pelo menos eu estou.
Estou fazendo um curso de especialização pela Unicamp em Língua Portuguesa e outro de extensão pela USP - além da Pedagogia pela Uninove, e me pergunto: pra quê? Se for para morrer nesse emprego onde os alunos não estão nem aí para o meu trabalho, os meus chefes não têm a menor consciência do que são as novas teorias e os pais só querem a bolsa-família, é melhor eu parar com isso tudo.
Mas não foi isso que me deixou tão mal.
Recebi uma ligação da coordenadora pedagógica da escola onde leciono como professora de Língua Portuguesa. Ela foi bem seca. "Olá Viviam, eu liguei para saber se você vai voltar ou não, para deixar a outra professora no seu lugar." Respondi que voltaria. "Mas vai sair de novo, né?" Avisei que não tinha conseguido consulta para essa semana, que passaria na semana que vem. Mas tenho certeza que nem os meus diários vão querer me entregar durante essa semana.
Custava ela perguntar se eu estava bem? Assim como muitos professores, eu também tirei licença médica. O meu caso foi um pouquinho pior: eu estava tão no meu limite que a diretora sugeriu que eu me afastasse. Só na escola onde trabalho sei que há mais uns 5 afastados. E o restante surtando. Ninguém se importa com o profissional, eles simplesmente mandam você para a sala de aula como se você fosse um tapa-buraco. E ainda exigem resultados. Que se dane se o professor trabalha 50 horas por semana, ninguém está nem aí com isso.
Falta humanização no trabalho. Esse é um dos motivos pelos quais os professores estão tão estressados. Pelo menos eu estou.
Estou fazendo um curso de especialização pela Unicamp em Língua Portuguesa e outro de extensão pela USP - além da Pedagogia pela Uninove, e me pergunto: pra quê? Se for para morrer nesse emprego onde os alunos não estão nem aí para o meu trabalho, os meus chefes não têm a menor consciência do que são as novas teorias e os pais só querem a bolsa-família, é melhor eu parar com isso tudo.
30 de ago. de 2009
E hoje é domingo!
REvolta parte I
Internet é uma coisa. Vc fica dois dias sem acessar e perde as notícias mais quentinhas.
A última, por sinal, deixou-me muito revoltada, mas muito mesmo.
O vídeo é esse aí. Eu fiquei morrendo de pena dessa professora.
Sabe o que é absurdo? O fato de que ainda hoje, século 21, as pessoas ainda possuem uma ideia completamente conservadora acerca da nossa profissão.
Os professores ainda têm que manter uma "vida regrada e conservadora", porque as pessoas ainda veem o profissional como uma pessoa que é obrigada a viver apenas em torno de um ideal de família e sociedade que, na real, não existe mais. Eu conheço muitos colegas de trabalho que vivem escondidos sob uma "máscara", e por causa da sociedade que os pune, critica e ridiculariza, não têm coragem de assumir a vida afetiva, financeira, a rede social que possui, essas coisas. Eu vejo muitos que são homossexuais, que namoram pessoas mais jovens, que saem para as baladas, que têm amigos e saem à noite... e são obrigados a manter uma postura permanente de uma pessoa "conservadora e regrada", que se reflete nas roupas, na forma de agir, de falar, de se relacionar com as pessoas. Isso é ridículo.
E fica aqui o meu protesto: Eu não sou professora o tempo todo pelo amor de Deus!
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REvolta Parte II
Esse finde foi o ó. Desde que anunciaram a suspensão das aulas, eu já pensei q nós teríamos que repor. O problema é que, se fosse uma coisa séria, tudo bem, eu iria revoltada, mas iria mesmo assim.
O fato é que, com aulas de 30 minutos, e com alunos mais revoltados do que a gente, não tem a menor condição de trabalhar. Tem como dar uma "aula" em 30 minutos? OMG!
E o pior é que, de acordo com o Estatuto do Magistério, nós não teríamos a menor necessidade de repor coisa alguma. Mas não. Como temos um "chefe-mor" que almeja a presidência do Brasil no ano que vem, não há a menor dúvida de que ele irá fazer o possível para mostrar à população que o "estado de SP trabalha" e que ninguém será prejudicado, essas coisas. Pois é.
Tá bom, tá bom. A parte não tão ruim assim é que eu trabalho com um grupo de pessoas muito bacana. Então, assim o tempo passa mais rápido. ;)
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Para divertir um pouco... aqui vai um videozinho que eu acho muito fofo.
Com uma música simplesmente tudo. ;)
Internet é uma coisa. Vc fica dois dias sem acessar e perde as notícias mais quentinhas.
A última, por sinal, deixou-me muito revoltada, mas muito mesmo.
O vídeo é esse aí. Eu fiquei morrendo de pena dessa professora.
Sabe o que é absurdo? O fato de que ainda hoje, século 21, as pessoas ainda possuem uma ideia completamente conservadora acerca da nossa profissão.
Os professores ainda têm que manter uma "vida regrada e conservadora", porque as pessoas ainda veem o profissional como uma pessoa que é obrigada a viver apenas em torno de um ideal de família e sociedade que, na real, não existe mais. Eu conheço muitos colegas de trabalho que vivem escondidos sob uma "máscara", e por causa da sociedade que os pune, critica e ridiculariza, não têm coragem de assumir a vida afetiva, financeira, a rede social que possui, essas coisas. Eu vejo muitos que são homossexuais, que namoram pessoas mais jovens, que saem para as baladas, que têm amigos e saem à noite... e são obrigados a manter uma postura permanente de uma pessoa "conservadora e regrada", que se reflete nas roupas, na forma de agir, de falar, de se relacionar com as pessoas. Isso é ridículo.
E fica aqui o meu protesto: Eu não sou professora o tempo todo pelo amor de Deus!
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REvolta Parte II
Esse finde foi o ó. Desde que anunciaram a suspensão das aulas, eu já pensei q nós teríamos que repor. O problema é que, se fosse uma coisa séria, tudo bem, eu iria revoltada, mas iria mesmo assim.
O fato é que, com aulas de 30 minutos, e com alunos mais revoltados do que a gente, não tem a menor condição de trabalhar. Tem como dar uma "aula" em 30 minutos? OMG!
E o pior é que, de acordo com o Estatuto do Magistério, nós não teríamos a menor necessidade de repor coisa alguma. Mas não. Como temos um "chefe-mor" que almeja a presidência do Brasil no ano que vem, não há a menor dúvida de que ele irá fazer o possível para mostrar à população que o "estado de SP trabalha" e que ninguém será prejudicado, essas coisas. Pois é.
Tá bom, tá bom. A parte não tão ruim assim é que eu trabalho com um grupo de pessoas muito bacana. Então, assim o tempo passa mais rápido. ;)
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Para divertir um pouco... aqui vai um videozinho que eu acho muito fofo.
Com uma música simplesmente tudo. ;)
12 de abr. de 2009
Depressão pré segunda-feira.
Todo domingo eu fico do mesmo jeito: sinto que não quero trabalhar, sei que terei um monte de coisas pra fazer, às vezes eu me estressarei, às vezes eu rirei. Mas o pior é a sensação de que eu não terminei tudo o que eu deveria fazer, que não descansei o que eu deveria descansar, que eu ainda não deixei tudo em ordem.
E isso me deixa péssima.
O mais curioso é que as pessoas geralmente pensam que professor não tem vida pessoal. Nós temos sim, viu? Aliás, a minha está me deixando completamente louca.
Tão louca que vale mais a pena trabalhar do que ficar em casa, pra vc ter noção de como as coisas realmente estão. É uma pena.
Fui à um churras ontem. Niver da minha amigona Geane, namorada do Mi, um professor que trabalha comigo que é um amigão meu. Foi muito legal, rimos muito.
É sempre muito bom sair com aquele povo, de verdade. A gente sempre se diverte falando muita bobagem. O bacana de ter amigos como esses é a simplicidade. Não são pessoas que se importam com dinheiro, status, essas coisas. Acho legal isso de ter pessoas assim por perto.
Esse finde foi muito comédia. Ficar sozinha deixa a gente meio largado. Não cozinho quando estou sozinha. Acho que as únicas coisas que eu faço quando estou sozinha é dormir e tomar banho. Risos. Estou à base de miojo, lasanha de micro-ondas, e lanche natural.
Nesse ponto é bom saber que amanhã é segunda-feira. Pelo menos eu terei um almoço decente.
Eu acho.
Chega, vou ficando por aqui. Vou ouvir o cd que eu acabei de baixar.
César Menotti e Fabiano, acredita? Ultimamente eu estou eclética até demais!
Adoro!
E isso me deixa péssima.
O mais curioso é que as pessoas geralmente pensam que professor não tem vida pessoal. Nós temos sim, viu? Aliás, a minha está me deixando completamente louca.
Tão louca que vale mais a pena trabalhar do que ficar em casa, pra vc ter noção de como as coisas realmente estão. É uma pena.
Fui à um churras ontem. Niver da minha amigona Geane, namorada do Mi, um professor que trabalha comigo que é um amigão meu. Foi muito legal, rimos muito.
É sempre muito bom sair com aquele povo, de verdade. A gente sempre se diverte falando muita bobagem. O bacana de ter amigos como esses é a simplicidade. Não são pessoas que se importam com dinheiro, status, essas coisas. Acho legal isso de ter pessoas assim por perto.
Esse finde foi muito comédia. Ficar sozinha deixa a gente meio largado. Não cozinho quando estou sozinha. Acho que as únicas coisas que eu faço quando estou sozinha é dormir e tomar banho. Risos. Estou à base de miojo, lasanha de micro-ondas, e lanche natural.
Nesse ponto é bom saber que amanhã é segunda-feira. Pelo menos eu terei um almoço decente.
Eu acho.
Chega, vou ficando por aqui. Vou ouvir o cd que eu acabei de baixar.
César Menotti e Fabiano, acredita? Ultimamente eu estou eclética até demais!
Adoro!
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